Usuários enfrentam dificuldade para marcar exames enquanto contrato com empresa de imagem aumenta em R$ 2,5 milhões

Medi Saúde Laboratório e Imagem passou a receber R$ 12,5 milhões mas moradores ainda sofrem com falta de médicos, carência de insumos e problemas de higiene nos postos de atendimento.

Usuários da rede pública de saúde de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, relatam que marcar um simples exame pelo SUS tem se tornado uma tarefa difícil, com demora, falta de vagas e necessidade de insistir diversas vezes nas unidades. As queixas contrastam com a expansão dos gastos da Secretaria Municipal de Saúde com exames laboratoriais e de imagem. 

Contratada em 9 de maio de 2025 pelo período de 12 meses, a empresa Medi Saúde Laboratório e Imagem firmou o contrato nº 013/25 no valor de R$ 10 milhões. Em 20 de abril, antes mesmo do fim da vigência, um termo aditivo assinado pelo secretário de Saúde, Eduardo Macedo Feital, elevou o valor para R$ 12,5 milhões, um aumento de 25%, o que indicaria, em tese, ampliação dos serviços, não percebida, porém, por grande parte dos usuários. 

As reclamações sobre a saúde em Belford Roxo se concentram principalmente nos postos de atendimento dos bairros periféricos, que, segundo moradores, sofrem com falta de médicos, carência de insumos e problemas de higiene, incluindo banheiros sujos e mal cuidados. O contraste entre o reforço financeiro ao contrato com a Medi Saúde e o quadro relatado nas unidades de base levanta questionamentos sobre a efetividade da gestão e a qualidade da prestação de serviços à população.

O espaço segue aberto para manifestação dos citados na matéria. 

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