Claudio Castro perde apoio e deve ser substituído na disputa ao Senado

Operação Compliance Zero e desgaste político aceleram afastamento do ex-governador, enquanto Felipe Curi surge como nome forte para a vaga

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, está prestes a ser oficialmente deixado de lado na corrida ao Senado. Nos bastidores do partido ao qual é filiado, sua pré-candidatura já é tratada como assunto superado. Segundo fontes próximas ao antigo círculo de poder de Castro, o nome do ex-secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, pode ser anunciado a qualquer momento como substituto, por ser considerado o único com peso político para enfrentar a disputa em um cenário de forte polarização e escrutínio público.

A oitava fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na manhã desta terça-feira (26), pode ter sido o estopim de um processo de isolamento que já vinha se desenhando. A investigação apura aplicações feitas pelo Rioprevidência e pela Cedae em papéis sem garantias do Banco Master, envolvendo cifras bilionárias e colocando ainda mais pressão sobre o ex-governador. O clima entre aliados é de afastamento: quem antes buscava proximidade agora evita até um “bom dia”, tratando Castro como “figura tóxica”.

Mesmo entre os poucos amigos leais que restam, há quem lembre que Castro sempre atendeu pedidos de deputados e prefeitos, independentemente de partido, e levou obras a todas as regiões do estado. No entanto, esse histórico de favores e gestos de generosidade parece não ser suficiente para reverter o desgaste atual. Enquanto isso, o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon, alvo da operação e preso, estaria sendo orientado a firmar acordo de colaboração premiada, o que pode trazer novos desdobramentos à investigação.

As apurações ainda estão longe do fim e novos nomes podem surgir, mas uma certeza já se consolidou nos bastidores: o PL, partido que faz de tudo para proteger o senador Flávio Bolsonaro, parece ter abandonado Cláudio Castro. O movimento reflete uma estratégia de sobrevivência política, deixando o ex-governador à própria sorte enquanto o partido busca novos nomes para manter relevância no cenário estadual.

 

 

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