“Ontem mesmo vi um vídeo em que o atual prefeito Ramon Gidalte, quando ainda era vereador nesta Casa, cobrava da gestão Paulo Dames resultados concretos. À época, ele afirmava que, com um orçamento de cerca de R$ 300 milhões por ano, era obrigação entregar obras, serviços de qualidade e um atendimento digno na saúde”, Rosimery Mangifeste inicia a fala durante sessão da Câmara Municipal, ocorrida nesta segunda-feira (9). “Aqui na tribuna ele era um leão, na prefeitura virou um gatinho”.
A parlamentar afirmou que o tom do então vereador era firme, a postura crítica e o discurso voltado para a responsabilidade com o dinheiro público e para o compromisso com a população. Era a voz de quem, da oposição, prometia fazer diferente quando tivesse a oportunidade de governar.
Hoje, como prefeito, Ramon Gidalte administra um orçamento superior a R$ 700 milhões anuais. No papel, trata-se de um volume de recursos capaz de transformar a realidade do município, melhorar a infraestrutura, fortalecer a saúde, investir em educação e ampliar políticas públicas essenciais. Na prática, porém, a pergunta que ecoa nas ruas é simples e direta: o que está sendo entregue em troca desse investimento? Onde estão as grandes obras, os serviços eficientes e o atendimento digno que ele tanto cobrava quando estava deste lado da tribuna?
Enquanto a população enfrenta dificuldades no dia a dia, surgem denúncias graves que colocam a atual gestão sob suspeita. Por esse motivo, Rosimery anunciou que irá iniciar a coleta de assinaturas para a abertura de uma CPI do Caso Prime, que trata do episódio relacionado aos escândalos envolvendo o abastecimento de combustível da Prefeitura, que resultou em exonerações e levantou uma série de questionamentos. Segundo ela, as questões não podem ser varridas para debaixo do tapete e não se trata de perseguição política, mas de compromisso com a verdade, com a transparência e com o respeito ao dinheiro do contribuinte.
“Para a abertura da CPI, a lei é clara: preciso de apenas mais uma assinatura. E é justamente aí que entra o teste de coerência desta Câmara. Qual vereador da base do governo estará disposto a cumprir seu papel fiscalizador, o mesmo que o prefeito exercia com tanta veemência quando estava nesta Casa? A sociedade está atenta e saberá identificar quem está do lado da transparência e quem prefere se calar diante de possíveis irregularidades. Mais do que nunca, é hora de escolher entre a conveniência política e o compromisso com a verdade”, finalizou a parlamentar.


































