A defesa do ex-goleiro Bruno Fernandes, que atualmente mora em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, informou nesta segunda-feira (9) que vai recorrer da decisão da Justiça do Rio de Janeiro que determinou a prisão do ex-jogador por suposto descumprimento das regras do livramento condicional. Segundo a advogada Mariana Migliorini, a orientação é para que Bruno não se apresente por enquanto. “Se ele se apresentar agora, pode acabar ficando em regime fechado como se fosse semiaberto, o que entendemos ser uma medida irregular”, afirmou.
A Vara de Execuções Penais do Rio expediu mandado de prisão e revogou o livramento condicional após concluir que Bruno viajou para o Acre em 15 de fevereiro sem autorização judicial, poucos dias depois de obter o benefício, descumprindo a proibição de deixar o estado do Rio de Janeiro. A defesa sustenta que ele vinha cumprindo regularmente as condições impostas desde a concessão do livramento, há cerca de três anos, comparecendo ao patronato, assinando a frequência, mantendo endereço atualizado e observando as demais exigências.
Os advogados também questionam o fato de a cerimônia formal de livramento condicional não ter sido realizada e consideram que algumas das condições impostas seriam incompatíveis com o instituto, aproximando-se de um “semiaberto domiciliar mais rígido”. A defesa pretende pedir a transferência da execução da pena para São Pedro da Aldeia, onde Bruno reside. Condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão pelo homicídio da modelo Eliza Samudio, o ex-goleiro estava em livramento condicional desde 2023.


































