Preso em 11 de março, em uma operação classificada como “no mínimo esquisita” por colegas de partido, o vereador carioca Salvino Oliveira foi solto dois dias depois por decisão do desembargador Marcus Basílio, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Logo em seguida, o PSD, legenda à qual o parlamentar é filiado, levou o caso à Procuradoria-Geral da República, acusando o então governador Cláudio Castro de usar a Polícia Civil para perseguir adversários políticos.
Nesta semana, Salvino obteve nova vitória na Justiça. O TJ-RJ determinou o trancamento do inquérito que havia sido instaurado contra ele pela Polícia Civil. Na decisão, o tribunal destaca a ausência de provas que justificassem a continuidade da investigação e afirma não haver qualquer elemento concreto que indique a prática de crime por parte do vereador. O texto também menciona indícios de perseguição com finalidade eleitoral.
A decisão judicial chama atenção ainda para os métodos adotados durante a apuração policial. Segundo o acórdão, foram realizadas conduções coercitivas de pessoas ligadas ao vereador, incluindo o pastor da igreja evangélica frequentada por seus familiares, além de parentes próximos do político. Até os avós de Salvino, menciona o documento, foram obrigados a prestar depoimento e submetidos a interrogatórios sem a presença de advogado. Eles teriam sido questionados sobre a vida pessoal do investigado, sua rotina na igreja, suas finanças familiares e aspectos de sua infância — temas considerados totalmente alheios ao objeto da investigação criminal.


































