Gestão Carlos Augusto é alvo de críticas por Auxílio Emergencial que não chega à população

Vereador Leo Tatá exige dados oficiais sobre o programa, denuncia falta de compromisso com um povo “tão sofrido” e reforça o papel fiscalizador da Câmara

A gestão do prefeito Carlos Augusto volta ao centro das críticas em Rio das Ostras. Desta vez, o alvo é a demora — considerada injustificável — na implementação do Auxílio Municipal Emergencial, criado pela Lei nº 3.189, de 18 de março de 2026, para atender famílias em situação de vulnerabilidade após as fortes chuvas que atingiram a cidade. Apesar de o projeto já estar aprovado e sancionado, até agora não há cronograma divulgado, não há transparência nos números e, sobretudo, não há dinheiro na conta de quem mais precisa. O caráter emergencial da medida foi ignorado, transformando um instrumento de socorro em mais uma promessa vazia da administração.

Indignado com a inércia do governo, o vereador Leonardo de Paula Tavares, o Leo Tatá, protocolou o Requerimento nº 007/2026 cobrando explicações formais das Secretarias de Fazenda e de Desenvolvimento e Assistência Social. No documento, ele exige o que a Prefeitura já deveria ter tornado público: cronograma de cadastramento, análise e pagamento, quantidade de famílias aprovadas, indeferidas e em análise, critérios utilizados além dos previstos em lei, valor total empenhado ou reservado e canais oficiais de acompanhamento para os beneficiários. Ao pedir ainda cópia da documentação comprobatória, o vereador evidencia a falta de transparência da gestão Carlos Augusto e reforça o papel fiscalizador do Legislativo, amparado no Regimento Interno da Câmara. Em resumo, Leo Tatá está cobrando o mínimo: respeito à lei aprovada e clareza com a população.

Enquanto o governo se omite, as famílias atingidas pelas enchentes seguem sem qualquer assistência efetiva desse auxílio. Em discurso na tribuna, Leo Tatá classificou a situação como “uma vergonha” para um município que arrecada mais de R$ 1 bilhão e, ainda assim, encaminhou um projeto prevendo um auxílio de apenas R$ 1.600 em parcela única — valor que sequer chegou aos bolsos dos atingidos. O vereador lembrou que, no auge do alagamento, foi a própria população que se ajudou, porque a Prefeitura não tinha condições de atender “esse povo tão sofrido”. Se dependesse desse benefício que não saiu do papel, como disse o parlamentar, “a população já tinha morrido”, evidenciando o abismo entre o discurso social da gestão e a realidade vivida nos bairros.

Ao afirmar que “a população não tem telefone de secretário” e que quem é cobrado nas ruas são os vereadores, Leo Tatá expõe o distanciamento da gestão Carlos Augusto em relação às necessidades reais dos moradores. O vereador cumpre seu dever ao cobrar o responsável pela pasta, mas a pergunta que fica é direta: o que a Prefeitura está esperando para agir? Um novo alagamento, mais perdas, mais sofrimento? Cada dia de atraso no pagamento do auxílio emergencial é um dia a mais de angústia para quem perdeu tudo e continua sem resposta. Se o Executivo não der explicações convincentes e não liberar imediatamente o benefício, ficará claro que o problema não é burocrático, e sim de falta de vontade política.

Espaço segue aberto para manifestação do prefeito Carlos Augusto e do vice Fábio Simões sobre a demora na liberação do Auxílio Emergencial em Rio das Ostras.

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