O vereador Rodrigo Moraes se senta em uma cadeira rasgada no plenário, e as placas de identificação dos parlamentares, em vez de serem fornecidas pela Casa, são compradas pelos próprios vereadores. O que, para alguns menos atentos aos fatos, poderia parecer “coisa sem importância”, é, na verdade, um sinal de um problema bem mais grave.
Não se trata apenas de cadeiras e placas de mesa, mas do cenário em uma Câmara Municipal que custa mais de R$ 10 milhões por ano aos contribuintes de Japeri, município da Baixada Fluminense que figura entre os mais pobres do estado do Rio de Janeiro.
De acordo com o sistema que registra os repasses feitos ao Poder Legislativo pela Prefeitura, o duodécimo referente ao exercício de 2025 estava estimado em R$ 753.440,03 por mês. Porém, os valores efetivamente transferidos à Câmara naquele ano somaram R$ 10,3 milhões, resultado de repasses mensais de R$ 855.373,86.
Para este ano, o mesmo sistema aponta que o duodécimo está estimado em R$ 900.024,23 mensais. Mantido esse patamar, a Câmara Municipal de Japeri deve receber, ao longo de todo o exercício de 2026, cerca de R$ 10,8 milhões.
Os números contrastam com a realidade econômica do município e com a imagem de precariedade observada na estrutura física do Legislativo. A situação levanta questionamentos sobre a aplicação dos recursos públicos e a transparência na gestão do orçamento da Casa.
O espaço segue aberto para manifestação da Câmara Municipal de Japeri.


































