UPA de Rio das Ostras em colapso: superlotação, falta de remédios e servidores abandonados

Em vídeo divulgado nesta segunda-feira (11), o influenciador Gean Marco expõe, a partir do relato de uma colaboradora da saúde com identidade preservada e voz distorcida por medo de represálias, a realidade de superlotação, falta de medicamentos e desrespeito aos servidores na UPA de Rio das Ostras, responsabilizando diretamente a gestão do prefeito Carlos Augusto.

A denúncia apresentada no vídeo desmonta qualquer discurso oficial de normalidade na saúde de Rio das Ostras. A colaboradora relata que a UPA, que deveria ser uma unidade de pronto atendimento, foi transformada em área de internação improvisada: parte do setor de hipodermia, destinado a pacientes de porta aberta para medicação rápida, foi ocupado por cadeiras onde hoje ficam de 8 a 10 pacientes internados, sem banheiro e sem os cuidados mínimos. Na sala amarela, cerca de 20 internados; na sala vermelha, outros 4; e até os setores de isolamento, que deveriam receber casos graves como tuberculose, estão superlotados, chegando a reunir de dois a três pacientes no mesmo ambiente, quando o correto seria a internação em hospital. Essa distorção não é fruto do acaso: é resultado direto de uma gestão que não planeja, não expande a rede hospitalar e empurra o problema para uma UPA que nunca foi concebida para isso.

O quadro é agravado pela falta de medicamentos básicos na farmácia da unidade. Segundo o relato, médicos prescrevem medicações como tilatil, omeprazol e o antibiótico rocefim, mas muitas vezes esses remédios não estão disponíveis para quem chega pela porta aberta, ficando restritos a pacientes já internados. Pessoas em dor e em situação de grande vulnerabilidade deixam de receber fármacos que poderiam aliviar seu sofrimento imediato. Em qualquer administração minimamente responsável, a ausência crônica de remédios essenciais em uma unidade de pronto atendimento seria tratada como escândalo e prioridade absoluta. Em Rio das Ostras, sob a gestão Carlos Augusto, essa falta virou rotina, e Gean Marco a classifica como “inacreditável e inadmissível”.

Do lado dos trabalhadores, o cenário revela abandono e desvalorização. A colaboradora descreve um ambiente sem local digno de descanso, com ar-condicionado constantemente quebrado ou vazando água, camas danificadas e condições insalubres para os profissionais. Há relatos de horas extras não pagas desde o ano passado, progressões salariais travadas e salário base de R$ 1.900 para técnicos de enfermagem sem progressão, valor incompatível com a responsabilidade de salvar vidas diariamente. Não se trata apenas de falhas pontuais, mas de uma escolha política: é a gestão Carlos Augusto que define prioridades, decide onde investir e, na prática, opta por negligenciar quem cuida da população. Ao final, Gean Marco questiona até quando um município com tanta arrecadação seguirá com servidor desvalorizado e população mal atendida, criticando também parte da mídia local, que, segundo ele, age como blindagem de um governo que já não pode alegar desconhecimento, apenas responsabilidade.

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