Em um pronunciamento contundente na tribuna da Câmara Municipal de Rio das Ostras, o vereador Leo Tatá voltou a criticar a gestão da Secretaria Municipal de Saúde e a denunciar a falta de medicamentos na rede pública. Visivelmente indignado, o parlamentar afirmou que a população “não aguenta mais” a situação e cobrou a exoneração do secretário de Saúde, Fábio Simões.
Segundo Leo Tatá, a escassez de remédios básicos, como a dipirona, tem sido motivo diário de reclamação dos moradores, que procuram os vereadores em busca de solução. “A população manda mensagem pra gente cobrando. E a gente tem que cobrar da pasta competente, que é o seu secretário de Saúde, Fábio Simões. Não tinha dipirona. A mulher mandou mensagem pra mim, isso é uma vergonha”, relatou.
O vereador também citou denúncias envolvendo medicamentos que estariam sendo apuradas por comissão da Casa. Para ele, o cenário atual representa “a pior gestão na Secretaria de Saúde”, com a rede completamente pressionada. “População morrendo todos os dias, a UPA lotada, pronto-socorro lotado, hospital lotado”, descreveu, acrescentando que a sala de medicamentos vive cheia de pacientes aguardando atendimento.
Durante o discurso, Leo Tatá criticou a autonomia dada pelo prefeito Carlos Augusto ao secretário de Saúde e questionou a falta de resultados concretos. “O prefeito deu toda autonomia ao secretário. O que ele está fazendo? Nada”, disparou. Em seguida, fez um apelo direto ao chefe do Executivo: “O prefeito Carlos Augusto foi eleito pelo povo. Quem escolheu o secretário foi o prefeito. Então, prefeito, pega essa caneta e tira esse secretário, que a população já não aguenta mais.”
O vereador também ressaltou que a pressão popular recai principalmente sobre os parlamentares, já que a população não tem acesso direto ao secretariado. “A cobrança vem em cima do vereador, porque a população não tem telefone de secretário. Nós que somos a comunicação do povo, porque fomos eleitos pelo povo”, argumentou, lembrando que os votos foram buscados “na casa do povo, não na casa de secretário”.
Para Leo Tatá, é urgente uma mudança na condução da prefeitura, especialmente na área da saúde. Ele afirma que tanto moradores quanto vereadores estariam esgotados diante da crise. “A população não aguenta, os vereadores não aguentam. Vai morrendo pessoas todos os dias. Quando não morre, sai sem braço, sai sem perna, e assim vai indo. E o povo está sofrendo. Não aguentamos mais essa situação”, concluiu.
Nota da Redação
O espaço segue aberto para manifestação do prefeito Carlos Augusto e do secretário de Saúde Fábio Simões, caso queiram se pronunciar sobre as denúncias feitas pelo vereador Leo Tatá na tribuna da Câmara de Rio das Ostras.


































