O governador interino Ricardo Couto já determinou a exoneração de 6.145 servidores comissionados desde março de 2026. O número representa mais da metade dos 14.340 cargos em comissão existentes nos órgãos da administração estadual naquele mês. A projeção é de que a medida gere uma economia de R$ 221 milhões até dezembro.
O cálculo considera apenas os cargos que permanecem vagos após as exonerações. Até o dia 21 de agosto, foram realizadas 2.496 nomeações, enquanto o número de desligamentos chegou a 6.145.
Suspeita de funcionários fantasmas
De acordo com o governo estadual, grande parte dos servidores exonerados sequer possuía senhas de acesso aos sistemas utilizados pela administração pública, como o Sistema Eletrônico de Informações (SEI). A ausência de credenciais levantou suspeitas de que esses funcionários não exerciam atividades efetivas.
Os servidores foram classificados pelo governo como “funcionários fantasmas”. Segundo as informações divulgadas, alguns compareciam apenas uma vez por mês para assinar a folha de ponto.
Há previsão de novas exonerações após a conclusão das auditorias realizadas pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e pela Controladoria-Geral do Estado (CGE).
As nomeações feitas por Ricardo Couto para o primeiro escalão são compostas, em sua maioria, por servidores de carreira. Em todos os níveis da administração, os escolhidos passam por avaliação do GSI.
Segundo o governo, as decisões têm como premissas a preservação do erário e a aplicação responsável e eficiente dos recursos públicos, com foco em eficiência, transparência e resultados.
Redução no número de secretarias
A gestão do governador interino Ricardo Couto também reduziu o número de secretarias estaduais. A estrutura, que contava com 32 pastas em março, passou a ter 28 secretarias. A diminuição ocorreu por meio da fusão de algumas áreas da administração.
Ricardo Couto assumiu o governo interinamente em 23 de março de 2026, após a renúncia de Cláudio Castro, que deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal.
No dia seguinte, 24 de março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Cláudio Castro inelegível. Em 2 de junho, o plenário da Corte julgou os recursos apresentados e manteve a condenação por 5 votos a 2.
Com a decisão, Castro ficou inelegível por oito anos, contados a partir das eleições de 2022, e não poderá disputar eleições até 2030.


































