Um projeto enviado pelo prefeito Alexandre Martins à Câmara de Vereadores de Búzios pode alterar novamente a estrutura administrativa do município. A proposta, denunciada pelo vereador Raphael Braga, prevê a criação de cinco novos cargos de subsecretário na prefeitura, com salários em torno de R$ 9 mil mensais. A iniciativa reacende o debate sobre o tamanho da máquina pública buziana e o impacto dessas decisões nas contas do município.
De acordo com cálculo apresentado pela própria prefeitura, a criação desses cargos representará um gasto de aproximadamente R$ 591 mil apenas em 2026, sem contar as despesas que seguirão nos anos seguintes. Hoje, Búzios já possui 28 secretarias municipais, número considerado alto para uma cidade que segue acumulando problemas em áreas essenciais, apesar da robusta estrutura administrativa.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o vereador Raphael Braga classificou o projeto como um “absurdo”, especialmente em ano eleitoral. Ele lembrou que o município ainda convive com falta de remédios no hospital, ausência de professores em escolas, alagamentos recorrentes por conta das chuvas, acúmulo de lixo nas ruas, falhas na varrição e na coleta de resíduos. “Estamos sendo contra a farra do dinheiro público”, afirmou o parlamentar, reforçando que há moradores em situação de rua, gente passando fome e alunos sem aula.
A iniciativa do governo levanta uma pergunta simples entre os moradores: se vinte e oito secretarias não foram suficientes para resolver os problemas da cidade, por que criar ainda mais cargos resolveria agora? Para críticos do projeto, decisões que ampliam a estrutura administrativa precisam ser discutidas com transparência e responsabilidade, já que quem paga a conta da máquina pública é sempre a população — seja pela via dos impostos, seja pela falta de investimentos em prioridades como saúde, educação, assistência social e infraestrutura.


































