A adesão da Prefeitura de Conceição de Macabu a uma ata de registro de preços para compra de quase 5 toneladas de pão francês, no valor de cerca de R$ 80 mil, virou alvo de críticas do vereador Pedro Henrique. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar ironiza o negócio, chamando o produto de “pão de ouro” e comparando o suposto lucro do fornecedor a investimentos como Bitcoin e mercado imobiliário. Segundo ele, o município estaria disposto a pagar mais de R$ 17 pelo quilo do pão, valor muito acima do praticado em compras no atacado.
No material, o vereador explica que a ata foi originada em licitação de outro município e que Conceição de Macabu está “pegando carona” nesse processo, mecanismo permitido na legislação por meio do sistema de registro de preços. Pedro Henrique, porém, questiona a vantajosidade da operação. Ele afirma que, em compras de grande volume, o quilo do pão francês costuma variar entre R$ 7 e R$ 9 e calcula que o valor previsto na ata representa mais de 120% acima da média de mercado para a quantidade contratada.
O parlamentar também critica a forma como a prefeitura chegou a essa ata específica, levantando dúvidas sobre a realização de estudo técnico preliminar para avaliar preços e alternativas, como a realização de licitação própria. Ele alerta para o uso das atas de registro de preços como “ferramenta de negócio” por parte de empresários que as ofereceriam a prefeituras em troca de benefícios. Pedro Henrique cita que a empresa responsável pelo fornecimento é sediada em Campos dos Goytacazes, frisando que não questiona a idoneidade da firma, mas o critério da administração municipal.
Outro ponto abordado no vídeo é o impacto sobre a economia local. O vereador lembra que o município já teve padaria própria e argumenta que uma licitação tradicional poderia abrir espaço para a participação de padarias e comerciantes de Conceição de Macabu, contribuindo para o fortalecimento do comércio da cidade. Classificando o episódio como “verdadeiro pão e circo”, ele afirma que o tom bem-humorado do vídeo serve apenas para dimensionar o que considera um absurdo, mas reforça que a situação é “mais trágica do que cômica” e cobra a adoção de providências e maior transparência por parte da prefeitura.
O espaço segue aberto para manifestação do prefeito Vamir Lessa.


































