Uma pesquisa de intenção de votos deve ganhar as ruas dos municípios fluminenses ainda esta semana para avaliar o novo quadro da sucessão estadual após o anúncio, ontem (24), da chamada “super aliança” em torno de Douglas Ruas, pré-candidato do PL ao governo do Rio. A chapa reúne o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) – que até o sábado de carnaval era dado como praticamente certo no palanque de Eduardo Paes (PSD) – e partidos como PL, PP e União Brasil, redesenhando a correlação de forças na disputa.
Batizado nos bastidores de “chapão”, o acordo PL/PP/União terá dois nomes de peso na corrida ao Senado: o governador Cláudio Castro (PL) e o prefeito de Belford Roxo, Marcio Canella (União). A movimentação é vista por analistas políticos como um divisor de águas, sobretudo na Baixada Fluminense, região estratégica pelo peso eleitoral.
Gente que “entende do riscado” avalia que Eduardo Paes deve ser forçado a sair da zona de conforto, já que a presença de lideranças como o deputado federal Dr. Luizinho, Marcio Canella, Rogério Lisboa e o prefeito de Nova Iguaçu, Dudu Reina, na frente pró-Douglas Ruas, tende a agregar muito mais do que o apoio isolado da Família Reis ao prefeito do Rio. O grupo liderado por Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias, colou em Paes e impôs um de seus nomes para a vice, mas encontra dificuldades para irradiar influência para além de seu reduto.
“Está muito claro que os Reis foram para o lado de Eduardo Paes sozinhos. Eles são fortes, não se discute isso, mas em Duque de Caxias, e a região é muito mais do que a cidade que eles governam. Entendo que Eduardo fez a pior opção, pois já está mais do que provado que Washington não tem peso algum fora de seu município”, afirma um observador ouvido pela reportagem.
Ele cita como exemplo o desempenho de Jane Reis, agora escolhida para ser candidata a vice de Paes na disputa estadual. “Vide o fraco desempenho da agora escolhida (Jane Reis) para ser vice de Paes, que quando tentou ser prefeita de Magé ficou em sexto e último lugar, com menos de oito mil votos”, relembra, apontando ainda para o tamanho do colégio eleitoral da Baixada Fluminense, com cerca de três milhões de eleitores distribuídos por 13 municípios.
Na avaliação de quadros políticos da região, a entrada de Rogério Lisboa e Dudu Reina no arco de apoio a Douglas Ruas consolida um contraponto robusto ao projeto de Paes na Baixada. Ao mesmo tempo, reforça o palanque de Cláudio Castro na tentativa de renovação de mandato no Senado, caso confirme sua candidatura, e projeta Marcio Canella para uma disputa majoritária em âmbito estadual.
A pesquisa que será realizada nos próximos dias deve aferir o efeito imediato da nova composição sobre as intenções de voto, tanto para o governo quanto para o Senado, além de medir a capacidade de transferência de apoio das lideranças locais. O resultado é aguardado com expectativa por todos os grupos envolvidos na disputa.
O espaço está aberto para manifestação de todos os citados na matéria.


































