A situação da educação em Casimiro de Abreu, denunciada pela vereadora Rosymeri Mangifesta na tribuna da Câmara, revela um quadro de descaso que ultrapassa o aceitável em qualquer gestão pública responsável. Ao relatar a suspensão do contrato de manutenção das escolas desde o ano passado, a vereadora expõe um problema que não é apenas administrativo, mas humano: unidades em deterioração significam salas de aula inseguras, estruturas comprometidas e um ambiente que, em vez de acolher, afasta alunos e profissionais.
A falta de material pedagógico, apontada por Rosymeri, agrava ainda mais esse cenário. Quando professores e estudantes são privados do básico, o direito constitucional à educação passa a ser, na prática, uma promessa vazia. A vereadora, que afirma viver essa realidade “na pele” dentro da sala de aula, evidencia o abismo entre o discurso oficial e o cotidiano das escolas. Sem cadernos, sem materiais adequados, o processo de aprendizagem é sabotado desde a base, comprometendo o futuro de uma geração inteira.
A situação dos uniformes escolares é outro sintoma da desorganização administrativa. Um processo licitatório que se arrasta entre amostras reprovadas, empresas desclassificadas e indefinições sucessivas, às vésperas de março, revela falta de planejamento e de respeito com as famílias que dependem da rede pública. Em um município que já enfrenta tantas desigualdades, deixar alunos mais um ano sem uniformes é aprofundar diferenças sociais e expor, mais uma vez, a precariedade da gestão.
Talvez o retrato mais duro desse cenário seja a falta de material de limpeza, levando funcionários e direções a comprarem, com recursos próprios, produtos básicos para manter banheiros e ambientes em condições mínimas de higiene. Entrar no sexto ano da gestão Ramon Gidalte com esse conjunto de problemas — escolas deterioradas, materiais escassos, uniformes indefinidos e limpeza comprometida — não é apenas sinal de retrocesso, é a confirmação de que a educação não tem sido prioridade. E quando a educação é abandonada, o que se compromete não é apenas o presente, mas o futuro de toda a cidade.
Até o fechamento desta matéria, o prefeito Ramon Gidalte e a secretária de Educação, Gracenir Alves de Oliveira, não haviam se manifestado oficialmente sobre as denúncias da vereadora Rosymeri Mangifesta.
O espaço permanece aberto para eventuais manifestações do prefeito Ramon Gidalte e da Secretaria Municipal de Educação.


































