A visita à Quadra da Bocaina, em Conceição de Macabu, escancarou uma realidade que muita gente sente na pele, mas que muitas vezes não ganha visibilidade: o abandono dos espaços públicos. A convite de uma moradora, a vereadora Nathalia Braga foi até o local para ver de perto a situação da área de lazer que recebe diariamente crianças, jovens e famílias do bairro e de outras regiões da cidade. O que encontrou, porém, foi um cenário que inspira preocupação, não só pela sujeira, mas pelo risco real à segurança de quem utiliza o espaço.
Lixo espalhado, mato alto, cacos de vidro, brinquedos quebrados e banheiro em condições precárias compõem o retrato da quadra hoje. A moradora que fez o apelo, mãe de duas crianças, relata que vai quase todos os dias ao local e que a sensação é de abandono total. Em vez de um ambiente acolhedor e seguro, a quadra se transformou em motivo de medo e indignação para quem só quer um lugar digno para os filhos brincarem. O básico — limpeza e manutenção regular — simplesmente não está sendo feito.
Mais grave ainda é o contraste entre a importância social da quadra e o descaso na sua conservação. A Bocaina recebe um dos maiores públicos do município, justamente porque outras quadras também estão em más condições. Isso reforça a responsabilidade do poder público em garantir que esses espaços sejam tratados como prioridade, e não como um “extra” que pode ser esquecido. Não se trata de luxo, mas de cuidado com a comunidade, com a infância e com o direito ao lazer.
Ao tornar essa realidade pública, a cobrança deixa de ser apenas de uma moradora ou de uma vereadora e passa a ser de toda a sociedade. A crítica não é por grandes obras, mas pelo mínimo: respeito com quem mora ali. A Quadra da Bocaina poderia ser um símbolo de convivência, saúde e alegria, mas hoje é um retrato doloroso do que acontece quando a gestão municipal vira as costas para o cotidiano das pessoas. O espaço segue aberto para manifestação e posicionamento do prefeito Valmir Lessa — e a comunidade segue esperando atitudes concretas, não apenas promessas.


































