Vereador denuncia “trem da alegria” em Casimiro de Abreu

Pedro Gadelha critica criação de 13 cargos na Secretaria de Bem-Estar Social, com salário médio de R$ 3.850,00, enquanto faltariam recursos para programas estudantis e transporte universitário

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal de Casimiro de Abreu, o vereador Pedro Gadelha fez duras críticas à criação de 13 novos cargos comissionados na Secretaria Municipal de Assistência Social, classificando a medida como um “trem da alegria” e questionando a prioridade na aplicação dos recursos públicos.

Segundo o vereador, o governo alega não ter recursos suficientes para programas voltados aos estudantes, como Bolsa Estágio, Bolsa Auxílio e Transporte Universitário, mas encontra espaço no orçamento para instituir novos cargos com remuneração média de R$ 3.850,00. Para ele, trata-se de uma clara inversão de prioridades.

Gadelha afirmou em plenário que esses programas estudantis são ferramentas essenciais de inclusão social e incentivo à formação profissional, beneficiando diretamente jovens e famílias de baixa renda do município. Por isso, considera “incoerente” a decisão de criar cargos políticos enquanto faltariam recursos para políticas públicas voltadas à educação.

O vereador também cobrou transparência sobre o impacto financeiro da medida e a forma de preenchimento desses cargos, sugerindo que a iniciativa teria caráter mais político do que técnico. Até o momento, a Prefeitura e a Secretaria de Assistência Social não se pronunciaram oficialmente sobre as críticas.

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