Ex-prefeito denuncia caos na saúde de Búzios e cobra ação imediata da gestão Alexandre Martins

Mirinho Braga relata caso de idosa há 40 dias à espera de transferência, critica falta de convênios, aponta abandono da rede municipal e afirma que “a solução está nas mãos do prefeito Alexandre Martins”.

A denúncia feita pelo ex-prefeito de Armação dos Búzios, Mirinho Braga, sobre a situação da saúde pública no município, expõe um quadro de descaso que vai muito além de um episódio isolado no Hospital Municipal. O relato de uma idosa mantida há cerca de 40 dias à espera de transferência para uma unidade no Rio de Janeiro, em uma fila que parece não andar, é o retrato de uma gestão que naturalizou a demora, a precariedade e o sofrimento de quem depende exclusivamente do SUS local. Quando um ex-chefe do Executivo precisa ir às redes para chamar de “inadmissível” o que ocorre na cidade que já governou, é sinal de que o problema passou do limite do tolerável e entrou na esfera do inaceitável.

Ao cobrar medidas emergenciais, como a contratação de leitos em hospitais particulares, e lembrar que, em sua gestão, existiam convênios ativos com unidades de referência fora do município, Mirinho Braga toca em um ponto sensível: planejamento e prioridade. A ausência de acordos estruturados para transferência de casos graves não é um detalhe burocrático, mas uma escolha política que recai diretamente sobre pacientes e familiares, obrigados a assistir, impotentes, à deterioração da saúde de quem amam. No caso da professora, uma das primeiras formadas da cidade, referência na comunidade e na Igreja Católica, o drama ganha ainda mais simbolismo: Búzios não está falhando apenas com uma cidadã, mas com alguém que ajudou a formar gerações de moradores.

Quando Mirinho afirma que “a solução está nas mãos do prefeito” e que não se trata de um problema estadual, mas de uma questão municipal, ele desmonta o discurso fácil de transferência de responsabilidade, tão comum em administrações acuadas pela própria incompetência. É a atual gestão que decide se haverá convênios, se haverá leitos contratados, se haverá resposta rápida aos casos graves ou se o roteiro seguirá sendo o mesmo: notas oficiais vazias, promessas não cumpridas e famílias à deriva nos corredores do hospital. A indignação do ex-prefeito pode ter evidente carga política, mas isso não diminui o fato central: enquanto a prefeitura não agir com a urgência que a situação exige, Búzios continuará testemunhando, silenciosamente, o prolongamento de sofrimentos que poderiam – e deveriam – ser evitados. O espaço segue aberto para manifestação do prefeito Alexandre Martins.

 

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