A denúncia feita pelo vereador Pedro Gadelha sobre um suposto erro médico no Hospital Municipal Ângela Maria Menezes, em Casimiro de Abreu, revela mais do que um episódio isolado de falha profissional. Traz à tona a grave fragilidade na gestão da saúde pública do município e a falta de mecanismos eficazes de controle e transparência.
Segundo o parlamentar, um paciente teria permanecido por quase uma semana com uma pinça cirúrgica esquecida dentro do abdômen após um procedimento. O caso, por si só, já seria alarmante — mas torna-se ainda mais grave diante da suspeita de que exames que comprovavam o erro teriam sido apagados do sistema do hospital, possivelmente por ordem da direção.
O vereador registrou uma notícia-crime na 121ª Delegacia de Polícia, pedindo a abertura de inquérito para apurar responsabilidades. A Polícia Civil afirmou que investigará tanto a conduta médica quanto possíveis tentativas de ocultação de provas.
Mais do que buscar culpados diretos, o episódio impõe uma reflexão urgente sobre a qualidade da fiscalização hospitalar e a responsabilidade ética da administração pública. Se confirmadas as denúncias, o caso evidenciará uma cultura de impunidade e descaso com a vida humana que não pode permanecer encoberta.
Casos como este reforçam a necessidade de transparência nos processos médicos, de prontuários digitais auditáveis e de uma gestão pública que priorize a vida e o respeito ao cidadão. Um erro médico é sempre trágico; encobri-lo, porém, é inaceitável.
O espaço segue aberto para manifestação do prefeito Ramon Gidalte e do vice-prefeito Marquinho, da Vaca Mecânica.


































