A Câmara Municipal de Japeri gastou R$ 806.221,86 em julho, sendo R$ 516.727,40 destinados ao pagamento de salários de vereadores e servidores. O valor chama atenção em um dos municípios mais pobres da Baixada Fluminense, especialmente após a Casa ter sido alvo de uma operação da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de corrupção relacionado ao afastamento da prefeita Fernanda Ontiveros e do vice-prefeito Carlos Januário.
Outro ponto questionado é a ausência de informações sobre os pagamentos mensais, realizados desde fevereiro de 2025, para a locação de veículos utilizados pelos vereadores. No portal oficial da Câmara, não estão disponíveis dados claros sobre a quantidade de carros, a empresa contratada, os valores pagos ou a finalidade dos automóveis, dificultando o controle social das contas públicas.
Além do subsídio mensal de R$ 12.705, cada vereador recebe uma verba indenizatória de R$ 10.750 por mês, criada durante uma sessão extraordinária realizada no recesso parlamentar. O benefício representa um impacto estimado em quase R$ 1,5 milhão por ano e pode ser utilizado em despesas como aluguel de escritório, transporte, hospedagem e veículos de representação.
Apesar da previsão legal, a falta de detalhamento dos gastos impede que a população saiba como a verba está sendo aplicada. A Câmara deveria divulgar contratos, comprovantes e a finalidade de cada despesa de forma clara e acessível. Diante das lacunas, cabe aos órgãos de controle investigar os pagamentos e verificar se os recursos públicos estão sendo utilizados de acordo com o interesse da população. O espaço permanece aberto para manifestação dos citados.


































