Documentário do Globoplay revisita trajetória e conflitos da banda Raimundos

“Andar na Pedra – A História do Raimundos” resgata quatro décadas de sucesso, amizade quebrada e paradoxos de uma das maiores bandas do rock nacional

A série documental “Andar na Pedra – A História do Raimundos”, nova produção Original do Globoplay, estreou mergulhando na trajetória de uma das bandas mais marcantes do rock brasileiro. Produzida pela Ferrorama e dirigida por Daniel Ferro, a obra conta com cinco episódios disponibilizados simultaneamente na plataforma, com o primeiro liberado também para não assinantes. O objetivo é revisitar amizades, conflitos e momentos decisivos que moldaram o grupo desde a formação em Brasília, no fim dos anos 1980, até o auge do sucesso nos anos 1990, quando discos como “Lavô Tá Novo” e “Só no Forévis” venderam milhões de cópias e dominaram as paradas.

A produção se aprofunda nos bastidores da banda e joga nova luz sobre episódios que marcaram sua história, sobretudo a saída do vocalista Rodolfo Abrantes, em 2001. Segundo Daniel Ferro, a curiosidade em torno do que realmente aconteceu naquele período foi o ponto de partida do projeto. “Foram mais de cinco anos de conversas individuais, negociações e muito cuidado para abordar a história de uma amizade quebrada”, afirma o diretor. Ao longo dos episódios, a série reconstrói mais de quatro décadas de trajetória com uma narrativa marcada por reviravoltas, sucesso, dinheiro e intensos conflitos internos.

Depoimentos emocionantes e inéditos dos integrantes originais — Rodolfo Abrantes, Digão, Fred Castro e o baixista Canisso — ajudam a compor o retrato da banda, com este último presente por meio de áudios de arquivo. Para Ferro, a distância do tempo permitiu uma nova leitura da história do Raimundos. “Quando olhamos tudo isso hoje, especialmente considerando que Canisso já não está mais entre nós, percebemos que essa trajetória vai muito além de uma simples biografia musical. É uma história cheia de paradoxos”, analisa.

Além dos músicos, a série reúne relatos de pessoas próximas e de nomes importantes da música brasileira, como Dinho Ouro Preto, Tico Santa Cruz e Marco Britto, além do apresentador Serginho Groisman e familiares, entre eles Adriana Toscano, viúva de Canisso, e Alexandra Abrantes, esposa de Rodolfo. De acordo com o diretor, o próprio repertório do grupo orienta a narrativa da produção. O título foi inspirado na música “Andar na Pedra”, cuja letra, para ele, simboliza o caminho tortuoso e repleto de provações percorrido pela banda até se firmar como referência do rock nacional.

 

 

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