Rio de Janeiro cria 57,4 mil empregos formais em 2026, mas tem pior resultado desde 2020

Estado abriu 1.260 vagas com carteira assinada em julho; saldo acumulado no ano ficou abaixo do registrado no mesmo período de 2025

O estado do Rio de Janeiro criou 1.260 postos de trabalho com carteira assinada em julho e chegou a um saldo positivo de 57.449 novos empregos formais no acumulado de janeiro a julho de 2026. Os dados são da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Apesar do resultado positivo, o desempenho ficou abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando o estado acumulava 65.938 vagas. De acordo com a Firjan, este foi o pior resultado para o período desde 2020, quando, em meio aos impactos da pandemia da Covid-19, o Rio de Janeiro fechou cerca de 209 mil postos de trabalho.

Serviços lideram geração de vagas

O setor de Serviços foi o principal responsável pela abertura de empregos no estado nos primeiros sete meses de 2026. Foram criadas 45.766 vagas, número superior ao saldo registrado no mesmo período de 2025, quando o setor abriu 40.748 postos.

Na sequência aparece o setor industrial, impulsionado pela Construção, com saldo positivo de 14.232 vagas. O resultado, porém, representa uma queda em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram criados 21.881 empregos no segmento.

A Agropecuária abriu 1.922 postos de trabalho entre janeiro e julho de 2026, ligeiramente acima das 1.879 vagas registradas no mesmo intervalo de 2025.

O Comércio, por outro lado, apresentou desempenho negativo. O setor fechou 4.471 vagas neste ano, uma piora significativa em comparação com o saldo positivo de 1.430 empregos registrado de janeiro a julho do ano passado.

Ocupações que mais contrataram

Na análise por ocupações, os maiores saldos de contratação no período foram registrados entre:

  • Trabalhadores nos serviços de manutenção de edificações: +11.673 vagas;
  • Ajudantes de obras civis: +7.626;
  • Agentes, assistentes e auxiliares administrativos: +6.084;
  • Almoxarifes e armazenistas: +4.953;
  • Trabalhadores auxiliares nos serviços de alimentação: +3.681.

Os números mostram que, embora o mercado de trabalho fluminense continue criando empregos formais em 2026, o ritmo de geração de vagas perdeu força em relação ao ano anterior. Enquanto Serviços e Agropecuária ampliaram ou mantiveram seus saldos, a indústria e o Comércio registraram pior desempenho no acumulado do ano.

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