Ricardo Couto amplia pacote de austeridade e governo aponta economia de R$ 230 milhões

Exonerações, auditorias e reestruturação administrativa marcam a estratégia do Estado para reduzir gastos públicos

O governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto, informou que, com as exonerações publicadas nesta quinta-feira (25/06), o Governo do Estado do Rio de Janeiro chegou a 4.033 servidores comissionados desligados desde 24 de março de 2026. Segundo a atual gestão, a medida deve gerar uma economia estimada em mais de R$ 230 milhões aos cofres públicos até 31 de dezembro deste ano.

Paralelamente, seguem em andamento as auditorias nas secretarias estaduais e nas entidades da administração indireta, incluindo empresas estatais dependentes e não dependentes. Coordenados pela Secretaria de Estado da Casa Civil, os trabalhos têm como objetivo diagnosticar a administração pública, identificar riscos e propor medidas para fortalecer a governança, aprimorar o controle e aumentar a eficiência dos gastos.

As análises abrangem a execução orçamentária dos exercícios de 2025 e 2026. O prazo para conclusão é de 120 dias, com possibilidade de prorrogação mediante justificativa técnica. A Resolução SECC nº 193, publicada em 19 de junho, regulamentou a realização das auditorias previstas no Decreto Estadual nº 50.254/2026.

Além das auditorias, a Casa Civil promoveu uma ampla reestruturação administrativa, com a extinção de três subsecretarias e de centenas de cargos comissionados. A pasta, que tinha inicialmente 1.692 servidores comissionados, já registra mais de 800 exonerações.

Entre as mudanças, estão a transferência de áreas como Gestão de Pessoas, Projetos Estratégicos e Pacto RJ, Controle de Divisas, Políticas Inclusivas e Gestão Portuária para outras estruturas do governo. Com as exonerações e transferências, a secretaria diz ter reduzido em 60,4% o quadro ocupado em relação ao cenário inicial.

As medidas de austeridade também alcançaram outras despesas administrativas. Os gastos com combustíveis usados nos deslocamentos de gestores do primeiro escalão caíram de cerca de R$ 93 mil, em março, para R$ 49 mil, em junho, uma redução de 47%.

 

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