Com uma condenação a 7 anos e 2 meses por crime eleitoral, o ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis está inelegível — condição que, em 2022, já havia impedido sua presença na chapa do governo estadual como vice-governador. Ainda assim, nos bastidores, Reis vinha sustentando a expectativa de que poderia disputar as eleições de 2026, discurso que alimentou apostas entre aliados e observadores da política fluminense.
Agora, porém, o ex-prefeito afirmou que não será candidato. A mudança de tom ocorre em meio ao cenário jurídico desfavorável e também aos números de intenção de voto, considerados baixos para quem se apresenta como “Rei da Baixada” — região composta por 13 municípios e cerca de 3 milhões de eleitores.
Os dados mais recentes da pesquisa 100% Cidades/Futura, registrada no TSE sob o nº 08419/2026 e publicada na segunda-feira (9), indicam que Reis não ameaça a liderança de Eduardo Paes em nenhum dos cenários estimulados divulgados pelo levantamento. Mesmo fora da disputa, Reis afirmou que pretende atuar como o “maior cabo eleitoral do estado”.
O que mostram os cenários estimulados
1º cenário
- Eduardo Paes: 42,5%
- Anthony Garotinho (Republicanos): 14,2%
- Washington Reis: 5,7%
- Wilson Witzel: 3,5%
- Glauber Braga: 3,3%
- Bombeiro Rafa Luz: 3,1%
- Douglas Ruas: 1,6%
- Ítalo Marsili: 0,6%
2º cenário (sem Garotinho)
- Eduardo Paes: 50,5%
- Washington Reis: 9,8%
- Bombeiro Rafa Luz: 4,6%
- Glauber Braga: 4,2%
- Douglas Ruas: 2,3%
- Ítalo Marsili: 1,2%
Simulações de segundo turno
O instituto também testou cenários de eventual segundo turno, e Eduardo Paes aparece numericamente à frente em todas as disputas apresentadas:
- Eduardo Paes x Washington Reis: 57,5% x 19,8%
- Eduardo Paes x Felipe Curi: 65,8% x 11,4%
- Eduardo Paes x Anthony Garotinho: 55,9% x 21,1%
- Eduardo Paes x Douglas Ruas: 61,5% x 12,4%
Inelegibilidade e bastidores de 2026
A situação de Reis, marcada pela inelegibilidade decorrente da condenação, já era apontada por interlocutores como um obstáculo determinante para 2026. Ainda assim, sua sinalização política ao longo do período manteve o assunto em circulação no entorno do ex-prefeito.
Com a confirmação de que não será candidato, Washington Reis tenta reposicionar seu papel no tabuleiro eleitoral ao afirmar que atuará como mobilizador político no pleito, reforçando a intenção de influência por meio de alianças e articulações — mesmo sem o próprio nome nas urnas.


































