Cezar Guedes: jornalismo que incomoda desde 1986
No cezarguedes.com.br, a notícia não se ajoelha: um editorial de apresentação para quem prefere crítica, apuração e independência real.
Em 1986, quando ser repórter significava gastar sola de sapato, disputar o tempo do orelhão e voltar para a redação cheirando a cigarro e papel jornal, Cezar Guedes escolheu um lado: o do leitor que não engole versão oficial sem ver prova. De lá pra cá, trocou-se o chumbo pela tela, o fax pelo WhatsApp, o arquivo morto pela nuvem – mas a essência do seu jornalismo continua a mesma: desconfiar, checar, confrontar e expor.
Cezar não é um jornalista de gabinete. Fez carreira ouvindo quem normalmente não é ouvido: o servidor que é pressionado a cumprir ordem absurda, o morador que sente na pele o descaso da gestão, o trabalhador que paga a conta das decisões tomadas a portas fechadas. Enquanto muita gente se acostumou ao “é assim mesmo”, ele seguiu perguntando: por quê? quem ganha? quem perde? quem está mentindo por omissão?
Atravessou governos, cores partidárias, planos econômicos, alianças improváveis e rompimentos teatrais. Viu políticos que prometiam “mudar tudo isso que está aí” se tornarem exatamente aquilo que juravam combater. Assistiu a estruturas inteiras se mobilizarem para abafar denúncias, distorcer dados, maquiar indicadores. E aprendeu, na prática, que neutralidade diante da injustiça não é imparcialidade: é conveniência.
O blog cezarguedes.com.br nasce com uma escolha clara: não será espaço de acomodação, mas de incômodo. Aqui não há compromisso em “adoçar” texto para agradar governo, empresa, grupo econômico ou candidatura travestida de novidade. O compromisso é com o leitor que quer entender o bastidor, o que não aparece na propaganda oficial, o que não entra no release polido e cheio de eufemismos.
Este não é um blog para quem se satisfaz com manchete pronta e indignação de ocasião. É um espaço para quem está cansado do jornalismo que reproduz fala sem contexto, que trata abuso de poder como “polêmica” e que transforma omissão em “falha de comunicação”. Onde houver dinheiro público mal explicado, decisão que beneficia poucos às custas de muitos, tentativa de silenciar crítica ou intimidar imprensa, esse será assunto de casa.
Cezar escreve com nome e sobrenome, cita cargos, data, valor, número de processo. Não se esconde atrás de “fontes próximas” para suavizar responsabilidade. Se a informação está incompleta, será cobrada. Se a explicação não convence, será questionada. Se a nota oficial tergiversa, será desmontada linha a linha.
Num tempo em que parte da política quer uma imprensa dócil e parte da imprensa aceita o papel de cenário, cezarguedes.com.br se propõe a ser exatamente o oposto: incômodo, insistente, esclarecedor. Não para agradar ou desagradar governos, mas para que o leitor tenha o que raramente lhe oferecem: contexto, memória e coragem para chamar as coisas pelo nome.
Quem chega aqui não encontra torcida organizada. Encontra apuração, crítica e, quando necessário, indignação fundamentada. Porque desde 1986, a regra é a mesma: o jornalismo pode até desagradar – e costuma desagradar quem tem algo a esconder – mas não pode se ajoelhar.


















