Neste mês de fevereiro, completam-se 30 anos da morte de Claudio Ribeiro, apontado como o primeiro prefeito de Rio das Ostras e figura central no período de emancipação e consolidação institucional do município. O político foi assassinado a tiros em 6 de fevereiro de 1996, em seu sítio, na localidade de Vila Verde, em um crime que causou forte comoção e permanece como uma das lembranças mais traumáticas da história local.
Conhecido pelo carisma e pela proximidade com a população, Ribeiro — chamado por muitos de “Coronel” — era visto como um elo entre moradores e o poder público ainda quando Rio das Ostras integrava o 1º Distrito de Casimiro de Abreu. Com a emancipação, assumiu a missão de ajudar a organizar uma cidade que precisava, ao mesmo tempo, criar rotinas administrativas, estruturar serviços e definir prioridades para uma comunidade em rápido crescimento.
Três décadas depois, seu nome segue associado ao simbolismo daquele início e ao impacto da violência que interrompeu sua trajetória. A data reacende memórias pessoais e coletivas, além de alimentar reflexões sobre como disputas e tensões locais podem ganhar proporções duradouras em municípios que ainda estavam formando suas instituições e sua identidade política.
Lembrado por apoiadores como um político habilidoso e um administrador de perfil firme, Claudio Ribeiro deixou um legado que permanece na memória de moradores mais antigos e em registros da história local. No marco de 30 anos, a lembrança do ex-prefeito também reforça a importância de preservar documentos, acervos e testemunhos que ajudem a reconstruir, com precisão, a linha do tempo de Rio das Ostras e de personagens que contribuíram para moldar a cidade.


































