A Reserva Biológica de Poço das Antas, em Silva Jardim, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, completa 52 anos nesta quarta-feira (11). Reconhecida como a primeira reserva biológica federal do Brasil, a unidade de conservação é referência na proteção da Mata Atlântica e de espécies ameaçadas de extinção.
Sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio do Núcleo de Gestão Integrada Mico-Leão-Dourado, a reserva se destaca pelo trabalho de preservação de oito espécies ameaçadas.
“Continuar cuidando da natureza com as pessoas, dialogar e trocar experiências com as comunidades do entorno, preservar as árvores nativas, ampliar o plantio de espécies da Mata Atlântica, coibir o tráfico de animais e a caça, e promover visitação com objetivos educacionais são algumas das nossas conquistas e desafios”, afirma a chefe do núcleo, Gisela Carvalho.
Com mais de 5 mil hectares, a reserva foi criada a partir da atuação do primatólogo Adelmar Coimbra Filho e do ambientalista Alceo Magnanini, com o objetivo de salvar o mico-leão-dourado — espécie símbolo da Mata Atlântica, exclusiva do estado do Rio de Janeiro e ainda ameaçada de extinção.
Em 1974, ano de criação da unidade, a população de micos-leões-dourados era estimada em pouco mais de 200 indivíduos. Hoje, graças às ações do ICMBio e de instituições parceiras, a espécie conta com cerca de 5 mil animais vivendo soltos na natureza.
A Reserva Biológica de Poço das Antas está inserida na Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São João, também administrada pelo núcleo do ICMBio. Além do mico-leão-dourado, a área abriga espécies como a preguiça-de-coleira e a borboleta-da-praia, entre outras ameaçadas.
De acordo com o instituto, o território da reserva constitui a maior área contínua remanescente de Mata Atlântica na Baixada Fluminense, com mais de 365 espécies de flora já catalogadas.


































