Rezando em dois “santuários” diferentes — uma vela para um santo e outra para outro — o prefeito Eduardo Paes, pré-candidato do PSD ao governo do Rio, começou a despertar desconfiança no PT, que até aqui estava disposto a embarcar de olhos fechados. A aproximação repentina de Paes com o bolsonarismo acendeu o alerta: lulistas já não apostam que ele será 100% fiel no palanque da reeleição do presidente Lula.
O ruído político ganhou força neste início de ano. André Ceciliano, que já havia sinalizado que não abriria mão de disputar um mandato de deputado estadual, passou a sofrer pressão para entrar na eleição indireta que a Alerj deverá realizar logo após o carnaval, no cenário em que o governador Cláudio Castro (PL) deixe o cargo para concorrer ao Senado.
Nesta sexta-feira (9), Ceciliano recebeu ligações de políticos de diferentes correntes, manifestações de apoio e pressão suficientes para fazê-lo balançar. Atual secretário de Assuntos Parlamentares do governo federal, ele se vê, goste ou não, no centro do tabuleiro: cotado tanto para a eleição indireta quanto para uma candidatura majoritária no pleito direto — com um objetivo claro nos bastidores: projetar um palanque próprio para Lula no território fluminense.




























