O vereador Vitor de Doca, hoje presidente da Câmara de Casimiro de Abreu, não ocupa uma cadeira qualquer: ele controla a pauta, define o ritmo das votações e, na prática, decide se as demandas da população caminham ou ficam engavetadas. É exatamente por isso que sua atuação precisa ser medida não pelo número de discursos ou fotos em rede social, mas pela disposição real de enfrentar temas incômodos, cobrar transparência do Executivo e abrir as contas da própria Câmara ao escrutínio público.
Quando o presidente de um Legislativo municipal se comporta mais como articulador de bastidor do que como guardião da fiscalização, a Casa se apequena e o município inteiro perde. A cadeira que Vitor de Doca ocupa não é um prêmio político nem um trampolim eleitoral: é uma função que exige coragem para contrariar aliados, recusar acordos pouco republicanos e garantir que o plenário seja palco de debate público, não de blindagem. A sociedade de Casimiro de Abreu tem o direito de cobrar, com firmeza, que a presidência da Câmara esteja à altura da responsabilidade que o cargo impõe.




























