Duas mulheres são presas por participação no assassinato e esquartejamento de casal em Tanguá

Polícia conclui investigação e aponta que crime foi premeditado e envolveu cinco suspeitos da mesma família

A Polícia Civil prendeu, na tarde de quinta-feira (4), duas mulheres suspeitas de participarem do assassinato, esquartejamento e ocultação dos corpos de Lenon e Fernanda Siqueira, mortos em 16 de novembro, em Tanguá, na Região Metropolitana do Rio. As prisões ocorreram após informações de inteligência da Delegacia de Rio Bonito, que localizou uma das envolvidas em via pública.

O crime, segundo a investigação, foi motivado por uma negociação de veículos com o mecânico Adelmo, que se entregou à Polícia ao lado dos pais, Adelson Eloi dos Santos e Leila Lopes da Silva, após a Justiça expedir mandados de prisão. As duas mulheres presas nesta quinta-feira completam o núcleo de suspeitos investigados.

De acordo com os agentes, as presas participaram de todas as etapas do crime. Uma testemunha relatou que, na manhã do assassinato, o casal foi visto conversando com o grupo na porteira do imóvel dos suspeitos, pouco antes de desaparecer.

Os corpos de Lenon e Fernanda foram encontrados dias depois, parcialmente desmembrados, carbonizados e enterrados próximo à casa da família. O delegado Renato Mascarenhas informou que o mecânico chegou a pedir ao casal cinco litros de gasolina, alegando que seria para abastecer outra motocicleta — combustível que, segundo a Polícia, foi usado para incendiar os corpos horas mais tarde.

As vítimas foram levadas a um areal sob o pretexto de colher laranjas, onde covas já estavam abertas. Após os assassinatos, cometidos com golpes de faca, os suspeitos queimaram os corpos, cobriram a área com areia e plantaram mudas de grama para tentar ocultar os vestígios.

Com a prisão das duas mulheres, a Delegacia de Rio Bonito afirma ter concluído as investigações.

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