
O deputado estadual fez um duro discurso na tribuna da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro contra o prefeito de Seropédica, Professor Lucas, a quem acusa de desviar recursos da educação, comprometer o fundo de previdência municipal e utilizar a prefeitura para montar um projeto eleitoral.
Segundo o parlamentar, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) apontou “irregularidades sérias, seríssimas” na gestão de Lucas, incluindo o que ele chama de desvio de verbas do Fundeb, destinadas à educação básica. De acordo com o deputado, o TCE estaria exigindo a devolução de mais de R$ 3 milhões, que, na visão dele, deveriam ter sido usados em pagamento de professores, estrutura das escolas e melhorias na rede municipal.
“É dinheiro das crianças, dinheiro de professor, dinheiro da educação já tão combalida no município de Seropédica”, afirmou, acusando o prefeito de “roubar” recursos do Fundeb.
O parlamentar também diz que o Tribunal de Contas identificou desequilíbrio no fundo de previdência dos servidores. Para ele, o prefeito estaria “assaltando o fundo de pensão” e “quebrando o fundo de previdência”, o que representaria “covardia com os aposentados e pensionistas” de Seropédica.
Outro ponto criticado é a política de contratação de pessoal. O deputado acusa Lucas de evitar concursos públicos e promover contratações em massa, supostamente para fortalecer a candidatura de uma pessoa ligada ao prefeito a deputada federal. Ele afirma que a prefeitura estaria se transformando em “curral eleitoral” e que o governo municipal estaria contratando “gente de todos os municípios do estado” com dinheiro dos contribuintes de Seropédica.
O discurso também teve tom pessoal. O parlamentar afirma que foi ameaçado pelo prefeito e que teria sido chamado “para a porrada”. Em resposta, desafiou Lucas: “Vai chamar os conselheiros do TCE pro mano a mano, machão?”. Ele ainda acusa o prefeito de usar uma “milícia digital”, identificada por ele como “Brazuca”, para atacar opositores nas redes sociais.
O deputado disse não se intimidar, afirmou ter “vida limpa” e mencionou já ter tido o celular analisado em investigação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, sem que, segundo ele, tivesse sido encontrado qualquer ilícito. No fim, declarou que o prefeito “vai se ver com a Polícia Federal”.

































