A CPI do Crime Organizado no Senado aprovou a convocação do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, preso por suspeita de vazar operações contra o Comando Vermelho — justamente um dia após seus colegas na Assembleia votarem por sua soltura, num gesto que reforça a já conhecida blindagem política no Legislativo fluminense. A decisão do Senado surgiu como item extra de pauta na sessão que ouviu o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
Segundo o relator Alessandro Vieira, a ida de Bacellar é indispensável para compreender como o crime organizado infiltra estruturas estatais e manipula informações sensíveis. A CPI também aprovou convite ao ex-governador Anthony Garotinho, que tem feito novas denúncias sobre a presença de facções no aparato público do Rio; por ser convite, ele poderá decidir se comparece.
O presidente da CPI, Fabiano Contarato, afirmou haver grande chance de que as oitivas aprovadas ocorram já na próxima semana, ampliando a pressão sobre um cenário em que o Senado busca esclarecimentos enquanto a Alerj insiste em proteger sua própria cúpula. Quer ajustar o tom para deixá-lo ainda mais crítico?




























