Carapebus zera transparência e esconde gestão de orçamento milionário

Município não apresentou qualquer índice em ranking da Atricon, apesar de orçamento de R$ 252 milhões em 2025 e receitas robustas de royalties do petróleo

Com cerca de 15 mil habitantes, Carapebus, no Norte Fluminense, conseguiu se destacar no pior sentido possível no levantamento da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon): entre 191 portais públicos avaliados no estado do Rio de Janeiro, incluindo prefeituras, câmaras, Judiciário e Ministério Público, o município simplesmente não apresentou índice algum de transparência. Na prática, o cidadão não tem como saber como o prefeito Bernard Tavares administra os recursos públicos, em afronta ao direito ao controle social garantido em lei.

Royalties despejam R$ 140,5 milhões em Carapebus, enquanto o FPM soma R$ 20,3 milhões — dinheiro não falta, transparência sim. Reprodução

Para 2025, o orçamento aprovado da Prefeitura de Carapebus é de cerca de R$ 252 milhões, sustentado majoritariamente por transferências constitucionais da União. Dados do portal Tesouro Nacional Transparente mostram que a maior receita vem dos royalties do petróleo: só este ano, a Agência Nacional do Petróleo já repassou R$ 140.559.008,43 aos cofres municipais. A segunda maior fonte é o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que já somou R$ 20.387.512,94. Enquanto Carapebus segue no escuro, o estudo da Atricon concedeu Selo Diamante a órgãos como a Câmara de Piraí, o Tribunal de Contas do Estado, a Câmara de Nova Friburgo e prefeituras como São Pedro da Aldeia, Rio, Búzios e Arraial do Cabo, todas com índices próximos ou iguais a 100%.

O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Carapebus.

 

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