
Quem se debruçar sobre as edições do Diário Oficial de Belford Roxo em 2025 vai encontrar pelo menos 30 homologações de adesão a atas de registro de preços, envolvendo oito secretarias municipais que optaram por não realizar novas licitações para contratar produtos e serviços. Somados, os valores globais ultrapassam R$ 300 milhões, em grande parte a partir de atas originadas de consórcios de municípios de Minas Gerais, numa estratégia que reduz a disputa local e concentra contratos de alto valor em poucos fornecedores.
Em um dos casos, a Prefeitura cancelou um pregão eletrônico para compra de uniformes escolares, marcado para 9 de abril, e em seguida “pegou carona” em uma ata do Consórcio Intermunicipal de Saúde e Serviços do Alto Rio Pará (Cispará), formado por 16 prefeituras do interior mineiro. O ato de revogação foi publicado na edição 2009 do Diário Oficial, em 3 de julho, e dias depois foi homologada a adesão a uma ata de R$ 11.522.729,40 em favor da empresa RJ-Evolução Comércio e Distribuidora.
Outra adesão de peso parte do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário do Centro Oeste Mineiro, em ata de R$ 68,5 milhões pertencente à empresa Alfa Engenharia, por meio da Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo, com o objeto de “serviços comuns de engenharia de baixa complexidade” para manutenção de imóveis públicos. Pelos registros oficiais, a Educação lidera o montante (R$ 109 milhões), seguida por Habitação (R$ 86,4 milhões), Conservação (R$ 34,3 milhões), Comunicação (R$ 32 milhões), Obras (R$ 31 milhões), Transportes (R$ 19,5 milhões), Saúde (R$ 10,1 milhões) e Assistência Social (R$ 4,1 milhões). O espaço está aberto para manifestação da Prefeitura de Belford Roxo.



























