A cada nova checagem da Polícia Federal nos celulares apreendidos com o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e com o desembargador Macário Júdice Neto, gente próxima ao poder relata que “mexem os nervos” de integrantes da Assembleia e de detentores de mando em outras esferas. Na Alerj, o clima teria virado de tensão a partir de 3 de dezembro, data da prisão do “segundo homem mais poderoso do estado” — que, em alguns momentos, parecia se considerar ainda mais forte que o primeiro.
Houve certo alívio no período de festas, mas a aposta nos corredores do poder é que o tensionamento aumente na segunda quinzena de janeiro, quando o noticiário e as articulações políticas retomam o ritmo. Tranquilidade mesmo, avaliam observadores, só viria depois das eleições, com a expectativa de renovação significativa na composição da Casa — o que, para alguns, é a forma mais eficiente de desmontar a blindagem que se constrói em torno de grupos e lideranças.
Nesse cenário, a chamada “Tropa do Bacellar”, conhecida pelo barulho e pela linha dura no Parlamento fluminense, aparece como uma das mais expostas nas urnas. Apesar da polarização, cresce a leitura de que o eleitor já teve tempo de perceber que gritos, insultos, “pé na porta” e soco na mesa podem render corte de vídeo, mas raramente entregam resultado concreto para a população.




























