Ao fechar 2025 com discurso de balanço e promessa de um 2026 “cheio de investimentos”, o prefeito Carlos Augusto (PL) resolveu entregar uma daquelas modernizações que todo mundo entende na hora: estacionar na rua pode virar item de orçamento mensal. A cidade que ainda espera respostas mais palpáveis para o básico ganhou, de brinde, a chance de “organizar” o trânsito com um sistema em que a vaga continua no mesmo lugar — mas o bolso muda de endereço.
Na prática, o riostrense entra em 2026 sabendo que, ao estacionar nas ruas de Rio das Ostras, poderá ter que pagar. A justificativa costuma vir embalada em palavras como “mobilidade”, “rotatividade” e “ordenamento”, mas a leitura do cidadão é mais direta: mais uma cobrança na rotina, especialmente para trabalhadores, comerciantes, entregadores e quem depende do carro para resolver a vida no centro.
Resta saber o “detalhezinho” que sempre fica para depois: quanto vai custar, onde começa, quem vai operar e como será a fiscalização. Porque anunciar melhoria é a parte fácil; difícil é justificar por que, no ranking das urgências, a prioridade virou converter vaga pública em tarifa — enquanto a cidade continua esperando uma gestão que apareça menos na propaganda e mais na entrega.
O espaço segue aberto para manifestação do prefeito Carlos Augusto.




























