
A renúncia do governador do Rio, Cláudio Castro (PL), é dada como praticamente certa para logo depois do carnaval — e, ao que tudo indica, ele já guarda no bolso do paletó o nome do sucessor. Quem apostava em Douglas Ruas errou a mira: o ungido do momento é o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, recém-filiado ao PL e visto por Castro como o nome mais “fiel” para conduzir o restante do mandato conquistado nas urnas em 2022.
Assim que o ofício de renúncia chegar à Assembleia Legislativa, caberá ao presidente interino da Casa, Guilherme Delalori, publicar a convocação da eleição indireta e abrir o prazo de inscrições. Nos bastidores, a lista de cogitados cresceu nas últimas semanas, mas a construção em torno de Miccione sugere que o processo pode caminhar menos pela disputa e mais pela confirmação — especialmente num ambiente onde a blindagem política costuma falar alto quando o assunto é sucessão e poder.
Até aqui, o deputado Douglas Delalori era o nome mais festejado em rodas políticas, inclusive por integrantes do próprio PL. André Ceciliano (PT) chegou a ser citado por entusiastas, mas já sinalizou preferência por permanecer livre para disputar uma vaga de deputado estadual e tentar retornar ao comando da Casa. Já o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), também se ofereceu para a “missão”, vendendo-se como o mais preparado — embora, pelo que se desenha, seja por enquanto o candidato mais convicto do próprio nome.



























