Terminando o primeiro ano de governo, o prefeito Carlos Augusto Balthazar (PL) usou entrevista a uma rádio da cidade para apresentar um “balanço” de 2025: disse ter herdado calamidade na saúde, orçamento comprometido, prédios deteriorados e dívidas, e prometeu que 2026 será o ano dos investimentos. No discurso, a gestão estaria “superando desafios” e melhorando atendimento na Saúde, limpeza urbana e arrecadação — um roteiro conhecido quando a realidade nas ruas cobra menos frase pronta e mais resultado.
O problema é que, fora do microfone, o ano foi marcado por crise na saúde, instabilidade na prestação de serviços e greve de servidores, sintomas de uma administração que ainda não apresentou solução consistente para a rotina da população. E, enquanto o cidadão espera por atendimento, remédio e estrutura, a prefeitura atravessou 2025 com gastos que somam cerca de R$ 8 milhões em publicidade institucional — um valor que, no mínimo, expõe a prioridade: mais narrativa do que entrega, mais propaganda do que resposta concreta.
Para 2026, Carlos Augusto listou câmeras, radares, estacionamento rotativo, transporte alternativo, saneamento no Âncora, ciclovia e reforço no trânsito, além de projetos como Vila Olímpica, Ginásio Benedito Zarour e Parque da Cidade. O anúncio é amplo, mas a pergunta segue simples: vai ter gestão para tirar do papel e, principalmente, para resolver o básico — saúde e valorização do servidor — antes de vender a imagem de uma reconstrução que ainda não chegou?
O espaço segue aberto para manifestação do prefeito Carlos Augusto.




























