Instabilidade em Itaguaí: volta‑não‑volta de Dr. Rubão marca gestão interina de Haroldinho

Após 30 dias de nova interinidade, prefeito Haroldo de Jesus faz balanço nas redes enquanto cidade aguarda decisão do TSE sobre possível eleição suplementar

No fim de ano, o prefeito interino de Itaguaí, Haroldo de Jesus, o Haroldinho (PDT), usou as redes sociais para uma espécie de prestação de contas dos primeiros 30 dias de sua segunda passagem provisória pelo comando do município. Ele havia assumido em janeiro porque o candidato mais votado em 2024, o então prefeito Rubem Vieira de Souza, o Dr. Rubão, concorreu sub judice, não teve a votação validada e não pôde tomar posse. Uma liminar, derrubada em novembro, chegou a permitir que Rubão governasse por pouco mais de cinco meses, até o retorno de Haroldinho à interinidade em 27 de novembro.

Desde então, aliados de Rubão passaram a espalhar na cidade que ele voltaria ao cargo e que isso seria decidido até o fim de 2025, o que não se confirmou. Para observadores da cena política local, o “ele vai voltar” teria como principal efeito desgastar o governo interino e alimentar um clima de instabilidade, reforçando a sensação de insegurança jurídica — cenário que, segundo especialistas, prejudica diretamente a administração municipal e, sobretudo, a população.

A expectativa agora se volta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deve julgar o processo que pode levar à convocação de um pleito suplementar para escolha de novo prefeito e vice, com previsão de decisão até, no máximo, fevereiro, abrindo caminho para uma nova eleição. O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria.

 

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