Em Casimiro de Abreu, a tão falada “reforma administrativa” do prefeito Ramon Gidalte virou apenas um giro interno de cargos para preservar o próprio condomínio político. Ninguém deixa o jogo, ninguém perde espaço: os mesmos rostos apenas trocam de sala, de placa e de diária, enquanto os problemas da cidade seguem esperando do lado de fora do gabinete. O discurso oficial fala em “oxigenar” a gestão; na prática, o que se vê é um governo que recicla aliados e evita qualquer risco de renovação verdadeira.
Na nova configuração, Douglas Veloso é deslocado para a Fundação Municipal, Felipe Schueler ganha Trabalho e Renda, Albertinho assume Meio Ambiente, Samuel Neves vai para Administração e Alex Maurino fica com Agricultura. Rildo Leonardo vira subsecretário de Obras, Lucinho cai para a subsecretaria de Meio Ambiente, Sulivan passa para a subsecretaria de Trabalho e Renda, e Jarlei é encaixado no SAAE. No miolo estratégico, Vinícius Moura assume Planejamento, Mauro vai para a CODEC, Thomáz fica na subsecretaria de Planejamento, Norma na subsecretaria de Educação, enquanto na comunicação o trio é Diego Carvalho (Comunicação), Jorge Campos (subsecretaria) e José Eduardo (Comunicação do SAAE), com Alessandra Batista mantida no IPREV. Tudo rigorosamente dentro do mesmo círculo, sem espaço para estranhos, muito menos para novas ideias.
No fim, o recado é cristalino: em vez de um governo que se reinventa para enfrentar os desafios de Casimiro de Abreu, o que se vê é uma administração preocupada em rearrumar cadeiras para que ninguém caia no chão. A população continua na arquibancada, assistindo a um espetáculo em que a grande novidade é sempre a mesma: muda o cargo, permanece o grupo.




























