Natal no Hospital Raul Sertã: “mais de 30 remédios em falta”, denuncia vereador

No dia 25/12, em pleno Natal, o básico virou luxo no Hospital Municipal Raul Sertã. O vereador Marcos Marins afirma ter ido à unidade, circulado por setores e confirmado na farmácia aquilo que pacientes, acompanhantes e servidores já relatavam: falta de medicamentos e uma estrutura operando no limite do improviso. Morfina, tramadol, omeprazol e outros itens essenciais — além de materiais simples como luvas, seringas, álcool e até papel — não são “detalhes administrativos”; são a linha que separa atendimento de abandono.

O mais grave é a naturalização. Sempre tem uma justificativa pronta, um “estamos regularizando”, um jogo de empurra entre setores, contratos e planilhas. Mas a realidade é objetiva: quando faltam remédios, insumos e condições mínimas (ventilação, cadeiras para acompanhantes, aparelho de glicemia funcionando), quem paga a conta é o paciente — com dor, risco e humilhação. E aí a frase do vereador acerta em cheio: evento nenhum pode valer mais do que a vida. A cidade não precisa de marketing; precisa de gestão, prioridade e vergonha na cara.

Marins diz que não vai se omitir e que notificará o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Ótimo — porque, quando a rotina vira escassez, a omissão deixa de ser falha e passa a ser escolha. E escolha tem responsável, nome, cargo e assinatura. As informações, segundo o vereador, foram atestadas presencialmente em 25/12/2025.
O espaço segue aberto para manifestação da prefeitura de Nova Friburgo

 

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