Aproveitando o recesso da Câmara Municipal, o prefeito Carlos Augusto articula uma sessão extraordinária com um único objetivo: aprovar, a toque de caixa, um novo empréstimo que ultrapassa os R$ 200 milhões. A manobra tenta passar longe do escrutínio popular e repete a velha tática de decidir o futuro de Rio das Ostras quando a sociedade está menos atenta.
É impossível não lembrar de 2007, quando uma decisão semelhante amarrou as contas do município por mais de 20 anos. Um empréstimo que começou em torno de R$ 150 milhões já custou, ao longo do tempo, mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos — dinheiro que deixou de ser investido em saúde, educação, mobilidade urbana e infraestrutura, e que a população continua pagando mês a mês.
O mais grave é que a nova investida ocorre mesmo com um orçamento anual superior a R$ 1,3 bilhão. Não falta dinheiro em Rio das Ostras; falta gestão, planejamento e responsabilidade com o futuro da cidade. Ao insistir em mais endividamento, o governo Carlos Augusto sinaliza que aprendeu pouco com o passado. O alerta agora vem das redes sociais, com o ex-vereador Maurício BM denunciando a manobra e chamando a população a reagir antes que a história se repita — com a conta, mais uma vez, sobrando para o contribuinte.




























