Bacellar cai, o dinheiro some e o sufoco dos prefeitos fica: R$ 220 milhões presos na Alerj

Repasse prometido para terça (9) emperra após crise política e deixa 92 municípios sem previsão para quitar 13º e salários

Prefeitos de todo o estado do Rio de Janeiro estão fazendo malabarismo para quitar o décimo terceiro e já admitem empurrar o salário de dezembro para os primeiros dez dias de janeiro. A penúria poderia ser amenizada se os atuais controladores da Alerj liberassem os R$ 220 milhões prometidos pelo então presidente Rodrigo Bacellar aos 92 municípios, repasse que deveria ter sido oficializado na última terça-feira (9).

Pressionado pelos prefeitos, o deputado Rosenverg Reis cobrou na tribuna nesta quinta-feira (11) uma posição clara sobre a data do pagamento. Em vez de anunciar dia e hora para as transferências, o presidente em exercício, Guilherme Delaroli (PL), preferiu se esquivar e atribuiu a decisão ao aval do governador Cláudio Castro, empurrando o impasse para o Palácio Guanabara.

Bacellar havia montado todo o cenário para a entrega simbólica dos cheques, com direito a reunião de prefeitos e discurso, mas foi afastado do cargo e preso antes de cumprir a promessa. Enquanto Alerj e governo trocam responsabilidades, o que os prefeitos querem saber é algo bem simples: quando o dinheiro vai, de fato, entrar nas contas das prefeituras.

 

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