
A vereadora Rosimery Mangifeste, de Casimiro de Abreu, usou a tribuna da Câmara para criticar a portaria 884, assinado pelo prefeito Ramon Gidalte, que exonera mais de 400 servidores comissionados da administração direta. Ela questionou o argumento oficial de “revisão de cargos” e “reorganização da máquina pública”, lembrando que o governo já está há cinco anos no poder. “Cinco anos e ainda falam em planejamento e reorganização? Isso não é característica de um governo em final de primeiro mandato, é falta de gestão”, afirmou.
Rosimery também cobrou cortes no alto escalão, citando secretários e subsecretários que, segundo ela, “não fariam falta na administração”, enquanto quem perde o emprego são os servidores “da ponta, que botam a mão na massa”. A vereadora apontou contradição entre a demissão em massa e a criação de novos cargos em estruturas como o CODEC e Águas de Casimiro, com salários acima de R$ 3,8 mil, e voltou a dizer que não há “crise financeira”, mas sim “manobra política”.
Na tribuna, a parlamentar acusou o prefeito de usar os cargos comissionados como moeda eleitoral, tanto na contratação quanto na demissão. Segundo ela, os desligamentos agora têm o objetivo de forçar os ex-servidores a voltarem “de pires na mão” na eleição do ano que vem , mantendo o “voto de cabresto” no município. Rosimery defendeu a realização de concurso público, acompanhada de programas de qualificação profissional, e prometeu fiscalizar a lista de exonerados, comparando folha e diário oficial para verificar quem de fato foi desligado.



























