Otoni de Paula ataca “dinastia Bolsonaro” e critica escolha de Flávio como sucessor em 2026

Em vídeo nas redes, deputado acusa família Bolsonaro de agir por autopreservação, esvaziar a direita e manter Lula forte em nome da própria vaidade

O deputado federal Otoni de Paula divulgou um vídeo em que faz críticas contundentes à indicação de Flávio Bolsonaro como herdeiro político do pai nas eleições de 2026. Em tom de ruptura com o bolsonarismo, Otoni ironiza a ideia de que “a solução do Brasil é Flávio Bolsonaro” e afirma que o ex‑senador foi responsável por enterrar a CPI da Lava Toga, o que, segundo ele, contribuiu para o atual protagonismo do STF. O parlamentar também relembra escândalos de corrupção no Rio de Janeiro envolvendo o nome de Flávio e diz que o conservadorismo “não aceita moleque”, cobrando coragem e coerência de quem se apresenta como liderança da direita.

No vídeo, Otoni acusa a família Bolsonaro de nunca ter agido “pelo Brasil”, mas sim “pelo umbigo” do próprio clã. Ele afirma que, para o núcleo bolsonarista, “ninguém presta” — citando Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro, André Fernandes e Nikolas Ferreira — a não ser quem se mostra submisso ao projeto familiar. O deputado também critica o tratamento dado por Jair Bolsonaro a seus apoiadores que ficaram “na porta dos quartéis” e diz ser contraditório o ex‑presidente chamar de “malucos” aqueles que confiaram nele, ao mesmo tempo em que se refere ao ministro Alexandre de Moraes como “meu ministro”.

Para Otoni, a insistência em lançar Flávio Bolsonaro em 2026 atende mais à manutenção de uma “dinastia” do que a qualquer projeto de poder duradouro para a direita. Ele sustenta que uma eventual candidatura de Tarcísio à Presidência poderia significar oito anos de governo conservador, mas isso encerraria o ciclo político da família Bolsonaro, o que, em sua visão, explicaria a resistência ao governador paulista. O deputado acusa o clã de estar disposto a correr o risco de uma nova vitória de Lula apenas para preservar a polarização até 2030, quando outro membro da família poderia voltar ao protagonismo. “Eu não tenho tempo para esperar até 2030”, diz Otoni, ao cobrar que a direita se una em torno de um projeto que não seja subordinado aos interesses pessoais dos Bolsonaro.

 

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